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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Internet é novamente a mídia que mais cresce


Em comparação com os cinco primeiros meses de 2008, a internet foi o destaque da mais recente pesquisa do Projeto Inter-Meios ao crescer 23,85% no faturamento. Se no ramo digital a notícia boa, para os impressos ela é mais desanimadora. Juntos, jornais e revistas caíram 16%, 9,48% e 7,37%, respectivamente.
O faturamento total da mídia com propaganda teve alta tímida de 1,72% e atingiu R$ 7,824 bilhões. A retração foi registrada em maio, momento em que o mercado encolheu 1,15%. Com o aumento no meio online, a internet repete o sucesso de últimos anos e novamente é a mídia que mais cresce. O meio atingiu R$ 309 milhões nos cinco primeiros meses deste ano. Mesmo com o resultado, a participação da web no bolo publicitário é de 3,95%.
Com 13,18%, mídia exterior foi o segundo segmento na lista dos que mais cresceram, o que totalizou R$ 248 milhões e participação de 3,17%. A TV por assinatura cresceu 6,39% em relação ao período de 2008 e alcançou R$ 256 milhões, com fatia de 3,27% do bolo total. Cinema também obteve melhora: subiu 5,91% e faturou R$ 26,7 milhões e share de 0,34%. Rádio teve alta de 4,96%, com um total de R$ 355 milhões e share de 4,54%, enquanto a TV aberta cresceu 4,64% e atingiu 4,7 bilhões, com share de 60,11%.
Pior que 2008
Para os veículos impressos, o resultado é mais amargo. Conforme já citado, jornais perderam faturamento e o montante caiu para R$ 1,2 bilhão, sendo que a participação no bolo passou para 15,76%. As revistas despencaram e chegaram a R$ 555 milhões e participação de 7,09%.
O segmento de Guias e listas decaiu 15,32% e baixou faturamento para R$ 139 milhões, participação de apenas 1,77%.
As informações são do MM Online.


terça-feira, 28 de julho de 2009

Desafios para a internet


Somos já nesta metade do ano de 2009 mais de 64 milhões de internautas brasileiros, segundo o Nielsen Online e ComScore, confirmando a dimensão dos 68,5 milhões de internautas estimados pelo IAB Brasil até o final do ano. Mesmo sem contabilizar as crianças e adolescentes até 15 anos, são números que oficialmente nos dão uma dimensão segura e concreta do meio nos colocando na quinta posição do ranking mundial só atrás de China, Estados Unidos, Japão e Índia (Internet World Stats).
Logicamente esses números absolutos correspondem a pouco mais de um terço da nossa população, fração que pode ter um duplo sentido, seguindo a visão popular do copo meio vazio ou meio cheio.

Mas em ambas se desenha um cenário positivo, pois o vazio pode corresponder a um potencial de audiência que deve ser preenchido a curto e médio prazo e o cheio já é uma realidade, capaz de gerar resultados efetivos em comunicação e publicidade, seja individualmente ou no conjunto com outros meios.

Retratada nesse sentido através de estudos como TGI ou EGM da Ipsos, a internet já é maior do que os meios seletivos como TV paga ou revistas e vai se aproximando aos poucos dos níveis alcançados pelos meios eletrônicos.

Mas quais fenômenos se movimentam por trás desta evolução, desafiando o conhecimento e atuação dos profissionais de pesquisa, publicidade e de marketing daqui para frente?

O primeiro entendimento consiste em saber quem é de fato este nosso internauta brasileiro que fica na frente do computador 25 horas por mês, mais do que qualquer outro no resto do planeta. É amplamente comentada a participação cada vez maior das classes C e D, promovendo finalmente a internet à categoria de meio de massa.

No entanto, um olhar mais atento e as próprias pesquisas nos apontam também a entrada de outros segmentos, remodelando sensivelmente a cara da nossa audiência. Sem esquecer as crianças e os jovens que se conectam cada vez mais cedo – parecem que já nascem digitando – públicos antes ausentes como as mulheres donas de casa e os adultos mais maduros estão alterando o perfil do meio, não só do ponto de vista demográfico, mas a partir dos seus diversos níveis de afinidade com a própria tecnologia.

Um público cada vez mais distante daquela primeira leva de internautas que se diferenciava tão radicalmente das pessoas comuns.

Mas é justamente contemplando este público, agora tão mais próximo da nossa própria população, que devemos compreender outros fenômenos do nosso tempo como o Multitask, a tão celebrada necessidade de produzir e realizar milhares de atividades ao mesmo tempo ou a convergência dos meios, termo que resume, mas ainda não consegue explicar ao certo, toda essa profusão, interação e migração dos meios para as mais diversas formas de comunicação atual.

E neste nível se configura urgente outro estágio de discussão – a do CrossMedia – nos transportando, por sua vez, para os mais diversos cenários de estudo, mesmo porque se trata de uma tendência multifacetada e dinâmica, por onde todas as experiências de mercado tangenciam de alguma forma.

É bom lembrar que um dos conceitos mais usuais de CrossMedia não nasceu propriamente na era tecnológica, pois os meios tradicionais sempre buscaram compreender tecnicamente a força das combinações de multimídia.

A chegada da internet instiga ainda mais este tipo de análise, com expectativas em torno do que significa a inclusão da internet em um plano de comunicação tradicional, seja nos resultados de audiência ou nos efeitos mercadológicos posteriores.

Já outra faceta do CrossMedia destaca a convergência dos meios tradicionais para o ambiente online, onde continuam a crescer e complementar suas audiências. Forma-se um segundo patamar mais específico com igual importância para o acompanhamento das tendências.

O fluxo inverso nos remete a um terceiro ângulo de Cross Media, onde a internet rompe as suas próprias fronteiras iniciais, saindo da tela dos computadores para chegar às telas dos celulares, televisores etc..., instituindo cada vez mais a portabilidade e a mobilidade como os novos pilares da comunicação integrada.

Entender e relacionar todos estes pontos de contato adequadamente a cada foco mercadológico será o caminho mais efetivo para potencializar esta nova realidade.



Por Katsura Nakamura Eguti (gerente de pesquisa do Yahoo! Brasil)
Fonte: PropMark (www.propmark.com.br)

terça-feira, 14 de julho de 2009

Brasileiro bate novo recorde de navegação na web


Em junho, o tempo de navegação por usuário cresceu 10,6% em relação ao mês anterior e alcançou 44 horas e 59 minutos, entre pessoas que usam a internet no trabalho ou em residências.

Navegaram em pelo menos um desses ambientes 33,2 milhões de pessoas, número 3,9% menor que os 34,5 milhões de maio. A informação é de pesquisa do Ibope Nielsen Online.

O número de pessoas com acesso à internet em casa ou no trabalho é de 44,5 milhões. Considerando somente os internautas residenciais, o tempo de navegação aumentou 8,1% e atingiu a marca inédita de 27 horas e 48 minutos por pessoa, superando o pico de 26 horas e 15 minutos que havia sido registrado em março de 2009.

O número de internautas ativos em residências manteve estabilidade em relação ao mês anterior e permaneceu em cerca de 25,6 milhões. A quantidade de pessoas que moram em domicílios em que há a presença de computador com internet é de 40,2 milhões.

Entre as dez subcategorias com maior tempo de navegação por pessoa, Portais registrou o maior aumento, ao crescer 22% em relação ao mês de maio, seguida por Ferramentas de Internet, que cresceu 20%, e por E-mail, que cresceu 16%.

Entre os dez países em que é realizada a pesquisa, o Brasil continua com o maior tempo por usuário, tanto na navegação em páginas quanto no tempo total, incluindo programas on-line.

Fonte: http://www.adnews.com.br/internet.php?id=91035